Minha jornada como Product Designer



Sempre fui muito curiosa e apaixonada pelos bastidores, em entender como tudo funciona, o famoso “por trás das câmeras”. Acho que esse fascínio e curiosidade por entender os processos por trás dos resultados sempre fez parte de quem eu sou, desde muito pequena, e acabou sendo um dos fatores essenciais que guiou toda minha trajetória profissional até aqui.


Aliás, foi com esse “espírito de explorador” que decidi entrar no universo do design, onde tenho a oportunidade de usar toda a minha criatividade para descobrir, entender e criar soluções que sejam realmente significativas para as empresas e, principalmente, para as pessoas.

Mas não posso dizer que minha trajetória foi fácil, muitas dúvidas e desafios surgiram no meio do caminho. Fico feliz por ter seguido em frente, apesar deles.


Vamos começar do início...


Minha trajetória profissional se iniciou, na verdade, na área do direito, onde atuei como auxiliar administrativo em um escritório de advocacia. Esse foi meu primeiro trabalho de carteira assinada e tenho muito orgulho de mencioná-lo aqui.


Na verdade, trabalhar em uma advocacia me ofereceu muita base para enfrentar problemas maiores de frente, mesmo sob pressão. Não digo que é o trabalho ideal para sua saúde mental, mas com certeza te ensina a ser uma pessoa mais forte profissionalmente, a encarar os desafios.


Como o escritório tinha como foco o direito empresarial, tive a oportunidade de entender muito sobre o universo corporativo e em como as empresas são constituídas. Também tive a oportunidade de aprender a cultivar relações interpessoais em meio a um ambiente hostil, já que no universo das grandes corporações, e do direito em si, as pessoas não costumam ser tão agradáveis na maior parte do tempo. Então, posso dizer que foi uma experiência de muito aprendizado.


Mas tenho que admitir que foi muito divertido ser chamada de “doutora”, mesmo sem ser advogada, e sentir aquele frio na barriga antes de atuar como preposta em audiências.


Ok, e no design?


Como a área do direito é completamente diferente da qual estava cursando, senti que precisaria encontrar um trabalho na minha área, caso contrário passaria o tempo e eu não evoluiria. Então, em 2020, ainda em meio à pandemia de covid-19, decidi iniciar uma nova experiência, agora na área do design, de acordo com a minha formação.


Você pode pensar que foi uma decisão fácil a ser tomada, mas a pressão disso seria o fato de que entrar em um estágio exigiria sair de um emprego em que havia certo grau de segurança e que eu já dominava para enfrentar o desconhecido e ganhar menos do que eu ganhava na época. Como eu pagava meus estudos com o salário que ganhava na advocacia, tinha medo de não conseguir suportar essas despesas com o salário do estágio. Além disso, estar em meio a uma pandemia mundial coloca um peso ainda maior na questão “mudar de emprego”.


Mas decidi enfrentar todos os desafios que viriam e certamente não me arrependo disso.


Foi nesse momento que recebi a oportunidade de estagiar na Hubify, uma das principais agências de marketing digital de performance do Brasil. Parece clichê dizer isso, mas lá tive o privilégio de evoluir e vivenciar umas das melhores experiências da minha vida, me dedicando ao que eu gosto ao lado de pessoas incríveis. Tenho muito carinho por essa empresa, por toda a oportunidade que me deram de evoluir, mostrar ser capaz e por todo apoio e humanidade que me ofereceram lá.


Depois de um ano de experiência dentro da empresa, fui chamada para atuar como uma das Heads de Design da equipe, onde contribuiria com a gestão do time e organização dos processos.


Onde estou hoje e o que foi determinante para que eu chegasse aqui


Atualmente, trabalho como Product Designer no Banco Bmg.


Como o Banco Bmg é patrocinador dos times Corinthians, Vasco, Atlético Mineiro e Ceará, temos contas específicas para os torcedores desses times, incluindo benefícios e cartões personalizados. Minha principal função é cuidar das experiências desses torcedores dentro da conta digital no aplicativo e site, garantindo que a jornada desses usuários seja a melhor possível dentro das nossas interfaces.


O que me ajudou a entrar nesse cargo aqui no time do Bmg foram minha bagagem de experiência dentro do marketing digital, com a experiência na agência; os conhecimentos que aprendi sobre interfaces e experiência do usuário nos cursos intensivos que fiz na Awari, onde fui mentorada e pude construir um projeto sólido sobre UX/UI Design; e, principalmente, minha vontade constante de aprender. Acho que querer aprender é uma das qualidades principais do designer em geral, já que é preciso aprender e entender sobre o problema para gerar boas ideias e soluções.



Legal, mas como evoluir dentro do design?


Eu sei que muitas pessoas que estão começando na área acabam se deparando com questões desanimadoras, como a falta de valor do design para muitas empresas aqui no Brasil, uma parcela de profissionais insatisfeitos com a profissão, certas burocracias e empecilhos para o designer iniciante e outras dessas questões.


Mas, sinceramente, o design é uma área com muito potencial e repleto de boas oportunidades, basta o profissional saber ter foco e “atirar”para as oportunidades certas.


Agora você deve estar se perguntando: “Ok, mas como faço isso? Fale de um modo prático!”


Então, aqui vão algumas dicas valiosas para você para começar uma carreira no design e evoluir na profissão:


1. Seja curioso e procure entender um pouco de tudo — é óbvio que você precisa definir um foco e ter prioridades na carreira, mas tenha em mente que, para criar boas soluções é preciso ter o mínimo de entendimento sobre um assunto. E, como designers, nossas soluções servem para uma diversidade de pessoas e áreas diferentes. Então, procure sempre entender assuntos diversos, mesmo que não façam parte do seu dia a dia ou do design em si. Isso vai te abrir um leque de oportunidades mais para frente.


2. Aprenda a dominar as ferramentas, elas são suas aliadas — e, para isso, a resposta é a prática. Pratique muito. Se proponha a fazer projetos que explorem um pouco de tudo dentro dessas ferramentas e, assim, elas não serão mais difíceis de entender. Na verdade, o legal no design é que, geralmente, as ferramentas conversam bem entre si, então dominar uma ferramenta torna as outras muito mais intuitivas de aprender.


3. Estude e entenda bem a teoria — embora o design seja muito visual na maioria do tempo, ele é baseado em função. Então não adianta fazer um design bonitinho se ele não serve para nada ou é difícil de entender. Aliás, uma das principais diferenças do design para a arte, é que nós não criamos para nós mesmos, criamos para as pessoas. Se não for funcional, se não atingir um objetivo, não é um bom design.


4. Publique seus trabalhos e monte um portfólio — não importa se os projetos foram para clientes reais ou tirados da sua cabeça, para nós designers é importantíssimo montar um portfólio. E, para isso, uma dica valiosíssima para designers iniciantes é: tenha referências. Você pode usar diversas plataformas na internet para conseguir referências, até mesmo o próprio Google. É com essas referências que você vai aprendendo o que funciona e o que não funciona e vai te ajudar a gerar ideias para os seus próprios projetos. Ah, e não tenha medo de publicá-los, mesmo que você seja iniciante, você pode ir atualizando seu portfólio conforme for evoluindo.


5. Capriche no seu perfil do LinkedIn — Você não precisa de toda a experiência do mundo para deixar seu perfil legal, mas precisa se atentar aos principais requisitos e habilidades bem vistas na sua área. Veja o que outros profissionais mais experientes estão fazendo, o que eles estão estudando, o que o mercado está pedindo. Em seguida, encontre alguns cursinhos que você pode fazer para adquirir aquele conhecimento ou habilidade. Existem muitas plataformas e sites na internet que oferecem cursos gratuitos, workshops e palestras sobre vários assuntos. Inclusive, deixo minha recomendação para as plataformas Coursera e Domestika, vale a pena conferir o que tem por lá. Também, aproveite para postar os seus projetos e as conquistas que for fazendo dentro da sua área. Isso te dá muita visibilidade e mais credibilidade na hora de ser avaliado para uma vaga.

E, por fim, lembre-se…

Quando paro para refletir nessas minhas experiências, penso que a graça está realmente no caminho e que o resultado final é apenas uma consequência de toda a longa jornada que passamos até chegar lá. É muito bonito olhar para trás e ver o quanto aprendi, todas as pessoas fantásticas que conheci até aqui.

Então, curta sua jornada!


A felicidade está no caminho e não no fim.

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